BUSCA NO SITE

Notícias

Reuters

ENTREVISTA-"Foi difícil voltar", diz atriz de "Arquivo X"

Qui, 24/07/2008 - 19:26

Por Nichola Groom

 

LOS ANGELES (Reuters) - A atriz Gillian Anderson, conhecida principalmente pelo papel da agente do FBI Dana Scully durante os nove anos do seriado "Arquivo X", vai reprisar no cinema o papel premiado com o Emmy em "Arquivo X -- Eu Quero Acreditar", que tem estréia mundial na sexta-feira.

O novo despertar da franquia "Arquivo X" representa uma virada para Anderson, 39 anos, que disse ter passado os seis anos desde que a série terminou "tentando fazer tudo menos Scully".

Para isso, ela se mudou de Hollywood para Londres, onde apareceu em duas produções teatrais e se prepara para uma terceira.

Ela também foi premiada por sua atuação numa adaptação para a TV, feita em 2005, do romance "Bleak House", de Charles Dickens, e em 2006 atuou no filme premiado com o Oscar "O Último Rei da Escócia", com Forest Whitaker.

Em entrevista recente à Reuters, Gillian Anderson falou de como é voltar ao papel da agente Scully, de seu receio de fracassar no palco e de como é fazer parte de um seriado que virou fenômeno cultural.

PERGUNTA: Como foi voltar a ser Dana Scully?

RESPOSTA: Achei que seria facílimo, mas foi mais difícil do que eu esperava. Muito tempo já tinha se passado, e os personagens tinham amadurecido, sem falar que eu tinha passado tanto tempo longe, tentando fazer tudo menos Scully.

P: Por que "tentando fazer tudo menos Scully?"

R: Nove anos é muito tempo quando faz uma coisa todo santo dia, e eu não me tornei atriz para representar Scully. Minha meta era fazer a maior gama possível de trabalhos.

P: Mas será que você vai conseguir realmente deixar Scully para trás?

R: Não sei, veremos. Nos últimos anos eu fiz várias coisas diferentes. Mas o papel de Scully sempre será o primeiro na lista de coisas mencionadas pelas pessoas, e essa é a verdade.

P: Como Scully evoluiu desde que o seriado terminou?

R: Ela sempre foi bastante séria. Mas agora ela parece estar mais madura, mais pé no chão, e ao mesmo tempo mais doce.

P: Depois de virar estrela tão famosa na TV norte-americana, o que a levou a se mudar para Londres?

R: Londres foi minha cidade até os 11 anos de idade. Escolhi fazer uma peça ali e voltei a me apaixonar pela cidade. Comecei a criar uma vida lá com a qual me sinto confortável.

P: Você tem preferência pelo cinema ou o teatro?

R: Não. O teatro é uma coisa que amo muito, mas também temo. É totalmente diferente estar diante de pessoas numa platéia ao vivo, comparecer todas as noites e recriar uma coisa que pode dar errado a qualquer momento. Há um medo que vive dentro de mim, em algum lugar. Será que estarei péssima? E não seria péssima apenas uma vez, mas péssima todas as noites.

P: Você tem planos de dirigir?

R: Dirigi um episódio da série, anos atrás, e gostei muito, me senti muito à vontade. É apenas questão de timing e logística. Meu primeiro longa se chama "The Speed of Light" e é baseado num romance de Elizabeth Rosner. Está em produção.

P: Qual é a sensação de fazer parte de um seriado que ainda é um fenômeno cultural tão grande?

R: Não sou alguém que assiste à televisão, então não estou muito familiarizada com isso. A idéia de que alguém possa procurar o seriado online ou se invista tanto nos personagens me deixa estarrecida. Aprecio que o seriado seja importante para outras pessoas, e isso é ótimo, por mim. É mais uma coisa que eu posso observar, apenas.



Copyright © 2008 Reuters Limited. Todos os direitos reservados. Republicação ou redistribuição do conteúdo produzido pela Reuters é expressamente proibido sem autorização prévia por escrito. A Reuters não se responsabiliza por nenhum erro de conteúdo ou atraso de sua distribuição, ou qualquer outra ação decorrente desta publicação.

Site melhor visualizado na resolução 1024x780 pixels (ou superior)

Copyright ® 2008, Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados

Amplia foto